quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"Os poemas são pássaros que chegam"

Procura da Poesia

(...)
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
 Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
(...)

(Carlos Drummond de Andrade)


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Benefícios em adotar um animal de estimação

Desde o Antigo Egito que os animais domésticos estão presentes nos lares de muitas famílias, e engana-se quem pensa que os cachorros são os preferidos não só porque protegem a casa, mas também porque se diz que é o melhor amigo do homem.
Assim como os cães, outros animais têm conquistado significativamente espaço nas residências de muitas pessoas, como os gatos por serem excelentes companheiros.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de estimação (Abinpet), os cães apresentam cerca de 35,7 milhões nos domicílios contra 19,8 milhões de felinos, estimando-se que 44% dos lares brasileiros possuem animais de estimação.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

“Eugênia e os robôs” de Janaina Tokitaka

Janaina Tokitaka é artista plástica, ilustradora e escritora, nasceu na cidade de São Paulo, Brasil, onde estudou Artes Plásticas, e tem 28 anos.
Janaina percebeu desde criança uma atração especial pelas artes, em 2005 começou sua carreira de ilustradora colaborando para a Folhinha, suplemento do jornal Folha de S. Paulo e, no mesmo ano, ilustrou seu primeiro livro infantil. 

Em seu currículo, acumula ilustrações feitas para cerca de 20 livros de terceiros, nacionais e estrangeiros, entre elas Contos populares japoneses, de Adriana Lisboa, e O mistério da estrela, de Neil Gaiman. É também autora de mais de 10 livros infanto-juvenis, entre os quais um editado recentemente pela Rocco, “Eugênia e os robôs”.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

“A Menina do Mar” Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado originalmente em 1958, “A menina do mar” é uma obra-prima de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2014).
O livro, um dos mais conhecidos para crianças em Portugal, conta a história de um menino que mora na praia e, um dia, ouve uma estranha gargalhada, que mais parece ter vindo de baixo d’água.
Ao seguir o som desconhecido, se depara com uma cena curiosa, uma menina, pequena e de cabelos azuis, dança com um polvo, um caranguejo e um peixe.
Desse encontro nasce uma amizade que supera a diferença entre os dois mundos, a terra e o mar.
Ela vive no mar, e é bailarina da "Grande Raia", uma rainha dos mares, que sobre ela mantém vigilância, não a deixando realizar o seu sonho de conhecer a terra firme, onde mora o rapaz. Além disso, a menina não consegue sobreviver longe da água, pois, fica desidratada, ainda que consiga respirar dentro e fora de água. O rapaz, com que estabelece amizade, tem o desejo de conhecer o fundo do mar. A história desenrola-se com a tentativa dos dois em realizar os seus sonhos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Os benefícios da escrita para a saúde

Os benefícios da escrita vão muito além do simples ato de escrever 

O simples ato de escrever transporta em si fortes benefícios físicos e mentais para a saúde, tais como melhorias a longo prazo na diminuição dos níveis de estresse e sintomas depressivos. 
Existem vários estudos sobre este assunto, em 2005 uma análise sobre os benefícios emocionais e físicos para a saúde através da escrita, os pesquisadores descobriram que os participantes no estudo que escreveram entre 15 a 20 minutos (de 3 a 5 vezes) durante um estudo que durou quatro meses, melhoraram significativamente comparados a outros que não o fizeram.
Ao escrever sobre eventos traumáticos, estressantes ou comoventes, os participantes foram significativamente mais propensos a ter menos doenças e a ser menos afetados por qualquer tipo de trauma, por outro lado, os participantes passaram menos tempo no hospital, viram a sua pressão arterial equilibrar-se, e no geral a sua vida melhorou.